Eletrovento em Ação

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A Revista mensal "Pesquisa da FAPESP" , especializada nas áreas de energia sustentável e alternativas entrevistou Carlos Pascoal, gerente operacional da Eletrovento Brasil na ocasião da Expo Energia Limpa que aconteceu na cidade de São Paulo entre os dias 05 e 12 de Julho de 2016 no pavilhão de exposições do Anhembi. No ínterim Pascoal discorreu sobre as ações da Eletrovento e o lançamento dos equipamentos de obtenção de energia limpa através dos sistemas eólicos e fotovoltaicos, segmentos esses carros chefes da empresa.

Matéria na íntegra:

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Um dos projetos realizados por pequenas empresas iniciado em 2003 pela Eletrovento, que na época estava abrigada na Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), resultou em dois geradores eólicos de baixa potência, um de 0,5 e outro de 2 quilowatts (kW), que estão prontos para serem comercializados. Máquinas capazes de transformar a energia cinética dos ventos em energia elétrica, os aerogeradores são dotados de sensores que identificam a direção e a intensidade do vento e se ajustam para aproveitar o maior potencial em cada momento.

Os modelos mais populares são os horizontais de três pás, por apresentarem maior eficiência energética em decorrência da melhor distribuição das tensões diante das mudanças da direção do vento. A energia obtida pode ser transferida diretamente para a rede elétrica convencional ou utilizada em sistemas isolados. Coordenado pelo engenheiro eletrônico Cassiano Nucci Paes Cruz, o projeto apoiado pela FAPESP na modalidade Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe) tinha como objetivo inicial o desenvolvimento de um aerogerador com capacidade instalada de 5 kW.

“Projetado com uma folga de eficiência, transformou-se em um aerogerador comercial de 7 kW, suficiente para suprir as necessidades energéticas de sete residências médias”, diz Cruz. No decorrer do projeto foram desenvolvidos os dois outros modelos de 0,5 e 2 kW que serão os primeiros a ser vendidos pela Eletrovento, que em fevereiro deste ano passou para o controle da empresa Everest, de Mairinque, no interior paulista, assim como a tecnologia desenvolvida por Cruz, em parceria com o engenheiro Rubens Luciano. “A tecnologia envolve desde a construção das pás de fibra de vidro até o controle eletrônico responsável pelos ajustes da máquina, capaz de se adaptar tanto às enormes variações de vento quanto à carga elétrica”, diz o pesquisador.

© RENATO DE AGUIAR

Praia de Formosa em Camocim, no Ceará

A quantidade de energia gerada depende das correntes de vento no local da instalação. “Com um vento médio de 6 metros por segundo, ou 22 quilômetros por hora, o gerador eólico de 0,5 quilowatt consegue produzir em torno de 60 kWh por mês”, diz Carlos Pascoal Fernandes, diretor operacional da Eletrovento. A energia gerada dá para alimentar uma geladeira, uma televisão, antena parabólica, algumas lâmpadas e um computador, ou seja, suficiente para uma casa pequena, com poucos moradores. Para efeito de comparação, uma residência média brasileira consome em torno de 100 a 150 kWh por mês. “Já com o gerador de 2 quilowatts e a mesma quantidade de vento é possível produzir 250 kWh por mês.” Isso resulta em uma economia da ordem de R$ 290,00 por mês na conta de consumo de energia. O preço de venda para o equipamento de 0,5 kW, que inclui torre, bateria e gerador, sem os custos de transporte e instalação, fca em torno de R$ 17 mil e para o de 2 kW em R$ 30 mil.



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